Cultura e política: ativismo e movimentos em rede

Cultura e política: ativismo e movimentos em rede

Simpósio
Coordenadores: Renata Rocha e Alexandre Barbalho

A utilização de recursos digitais, seja nas artes contemporâneas, na política ou nos movimentos sociais ocorrem, pelo menos, desde os anos 1970. Contudo, é no novo milênio que a confluência entre arte, política, movimentos sociais e ambiente digital ganha força e maior visibilidade. O presente simpósio propõe discutir essa confluência no contexto brasileiro, diante da crise generalizada que o país atravessa e que, dentre outros aspectos, tem se caracterizado da polarização acirrada do debate político, em especial no meio digital. Assim, se debaterá a inserção e participação dos tradicionais e dos novos movimentos sociais, dos artistas e dos coletivos culturais na mobilização da sociedade, no ciberespaço e nas ruas, bem como as repercussões ocasionadas em relação aos valores simbólicos em disputa.

Expositores:

Pablo Ortellado – Possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1998) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2003). É professor doutor do curso de Gestão de Políticas Públicas e orientador no programa de pós graduação em Estudos Culturais da Universidade de São Paulo.

Paulo Serra – Docente e Presidente da Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior (Portugal). Presidente da Sopcom, associação portuguesa de Ciências da Comunicação.

Felipe Altenfelder – Fundador e Editor da Mídia Ninja, trabalha também na gestão nacional do Circuito Fora do Eixo, na área de Conexão com a América Latina. Foi gerente da rede estadual do Circuito Off Axis em São Paulo; membro fundador do Massa Coletiva – Centro Cooperativo de Comunicação e Cultura, que atua como ponto oficial do Off Axis em São Carlos-SP desde 2009, e também como membro fundador da Independência ou Marte – Conexões Solidárias. Formado em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos.

Lívia Natalia – poeta e teórica da literatura. Professora da Universidade Federal da Bahia, publicou sua primeira coletânea de poemas, Água negra, em 2011, seguida de Correntezas e outros estudos marinhos (Ed. Ogums Toques, 2015).

Marcos Bulhões – diretor, performer e pesquisador em cena contemporânea e intervenção performativa urbana. Professor de Artes Cênicas da Unversidade de São Paulo (USP). É um dos criadores e coordenadores do grupo de pesquisa Laboratório de Práticas Performativas na USP. É um dos diretores artísticos do Desvio Coletivo, rede de criadores; co-criador do projeto de extensão Cidades em Performance; e um dos autores e diretores da Performance CEGOS, apresentada em mais de 30 cidades no Brasil, além de New York, Amsterdam, Barcelona, Funchal e Paris.

Thiago Mendonça – diretor e roteirista de cinema e teatro. Integra o Coletivo Zagaia e dirige o grupo de teatro Cia. do Terror. É também editor e colaborador da revista Zagaia. Trabalha como roteirista para importantes diretores da nova geração do cinema brasileiro como Adirley Queirós (Ceicine), Victor Furtado (Alumbramento), entre outros. Dirigiu 10 curta-metragens premiados nacional e internacionalmente. Entre seus principais trabalhos no cinema estão Minami em Close-up, A Guerra dos Gibis, Piove, il Film di Pio, O Canto da Lona, Entremundo e Procura-se Irenice. Seu primeiro longa-metragem Jovens Infelizes ou Um Homem que Grita não é um Urso que Dança estreou na Mostra de Cinema de Tiradentes deste ano onde recebeu o prêmio do Juri da Crítica da Mostra Aurora.

Debatedores: Carla Rabelo (Unipampa), Barbara Yadira Mellado (USP/Universidade La Habana), Daniela Matos (UFRB), Rita de Cássia Aragão Matos (UFBA) e Flávia Rocha (UNB).

Acontece no dia 17 e 18 de novembro, às 8h30