Em segundo dia de apresentações de trabalhos, a multidisciplinariedade ratifica a diversidade no XV ENECULT

Em segundo dia de apresentações de trabalhos, a multidisciplinariedade ratifica a diversidade no XV ENECULT

Por Maria Gabriela Vidal

Ao longo de 400 trabalhos espalhados pelos 19 grupos temáticos, estudantes, docentes e comunidade externa colocam em pautas questões advindas das mais diversas áreas. Na tarde dessa sexta-feira (02), salas do PAF III e PAF IV receberam trabalhos que permearam por temáticas recorrentes no campo cultural em diálogos transversais com outras áreas do saber.

O primeiro trabalho apresentado do GT Cultura e Artes ocorreu na sala 101 do PAF III, com o título de “‘Sou É Somos’: pesquisa-criação sobre branquitude e identidades em Salvador. Tentativas de contribuições pelo fim da hegemonia branca”, marcou a estreia de Laurette Perin no ENECULT. O trabalho dialoga com conceitos como branquitude e identidade através de performances artísticas. Segunda uma das autoras a escolha por performances invertem a lógica do pensar para depois fazer: “A partir do fazer, pensar sobre.” Ao fim da apresentação, quando questionada sobre a experiência de expor o trabalho, o sentimento de alívio e satisfação não foram despercebidos: “Foi uma ótima experiência. Passou rápido.”

Ao lado da sala supracitada, acontecia o GT Culturas e Juventudes, o qual devido ao grande interesse pelo tema teve a sala mais cheia que as demais. Neste GT, o principal residiu na preocupação de haver uma reflexão sobre os estudos das políticas culturais voltadas aos jovens.

O GT Cultura e Mídias também atraiu um público grande. Refletindo as relações existentes entre a mídia e as diversas dimensões da vida cultural, a temática do grupo de trabalho abordou vigorosamente as relações entre comunicação, mídia e cultura.

Durante as apresentações na sala do GT Cultura e Desenvolvimentos, uma pergunta impulsionou os trabalhos apresentados: “Como a cultura pode impulsionar o desenvolvimento em países periféricos como o Brasil?” Um dos expositores Armando Castro, desenvolveu seu trabalho sob a perspectiva da Cultura, Memória e Desenvolvimento: Uma breve reflexão/proposição a partir dos cinemas antigos de Salvador. Em uma de suas considerações, deixou como reflexão a frase: “Pensar cultura é fazer cultura”, defendendo o ponto de vista de enxergar a cultura em sua origem, alusão em referência a cultivar, onde é possível pensar novas ideias. Ainda nesse GT, a publicitária Maíra Bahia ancorou seu trabalho em uma dicotomia a respeito do consumismo e do consumismo consciente. Sua questão mobilizadora é sintetizada em: “Entre o consumo e o consumo consciente, que discurso predomina?”.

Além dos GTs mencionados, é válido citar a temática abordada na sala 303 do PAF IV: Cultura e Semiótica. De viés investigativo buscando discutir a compreensão da produção de sentidos a partir de mensagens na cultura e em códigos culturais, seus ouvintes e expositores permaneceram atentos durante todos os momentos. Um ponto alto foi o debate ao final das apresentações, em que perguntas incisivas e considerações valorosas agregaram ainda mais conhecimento aos expositores.

Fotos de Marco Correia: